domingo, 19 de outubro de 2014

Os 3 Níveis de Motivação para a Acção!

Já sabe o que o(a) motiva para entrar em acção?

Tanto se fala de Motivação ou da Desmotivação de pessoas, o que acredito que se fala pouco é daquilo que está por detrás dessas palavras ou , mais que as palavras, dos sentimentos.

Como profissional do desenvolvimento de pessoas tenho, como é hábito, encontrado formas simples de tentar dar a tão desejada consciência dos pequenos grandes “porquês” que estão por detrás dos comportamentos de cada individuo.

O sentimento “motivação” está naturalmente sempre presente nas sessões de Coaching e tenho desmistificado da seguinte forma que, embora muito vaga, ajuda qualquer pessoa a começar a entender um pouco mais determinados comportamentos que cada um tem. Uns que motivam ou nem por isso.

Pense primeiro na palavra “Motivação”. Depois tente vê-la da seguinte forma: Motivo+Acção (Motivo para entrar em acção). Já tinha pensado nisso? Acredito que sim.

O que lhe quero transmitir é que existem 3 motivos para qualquer pessoa entrar em acção.

1º Nível - Motivo – Estímulo Externo 

“Tenho que fazer isto”

Neste caso a pressão externa, entende-se tudo o que outros nos pedem ou nos pressionam para nós fazermos, como por exemplo quando alguém nos diz o que temos que fazer no trabalho. Aqui consideramos apenas as tarefas que não gostamos de fazer ou que não entendemos o que se pode ganhar de relevante por se estar a desempenhar essa tarefa.
“Preciso que me faça este relatório até amanhã!” ou
“Você tem que estar cá amanhã pelas 7h...”
“Preciso que trate daquele assunto...”
Normalmente a pressão externa pode ser desmotivadora, pois ninguém gosta de estar  a trabalhar para os objectivos dos outros ou a fazer as “coisas” das outras pessoas de forma regular.





2º Nível - Motivo – Estímulo Interno 

“Devo fazer isto”

A pressão interna, entende-se tudo o que fazemos como resposta ao nosso racional. O nosso racional é aquela vozinha interna que está sempre a dizer: “Já fizeste aquilo?” , “não devias estar a fazer o relatório? Então porque é que estas a caminho do café se só falta uma hora para saires e o relatório ainda demora 50 minutos para fazer?!”
Esta é a nossa consciência a pôr-nos à prova. Normalmente acontece quando temos uma ou mais tarefas para executar mas que por falta de foco ou de simpatia para mesma, a deixamos para fazer noutra altura. Neste ponto um individuo pode sentir desmotivação quando sente que não está a fazer as suas tarefas de acordo com o que esperam dele, no entanto pode produzir motivação quando um individuo consegue sentir-se realizado por entregar as tarefas cumpridas a tempo e horas.




3º Nível - Motivo – Inspiração 

“Quero fazer isto”

Aqui o estimulo é maioritariamente interno. A pressão neste caso é muito saudável, ou seja, também pode existir um pensamento “tenho que fazer” ou “devo fazer” mas é sempre acompanhado por um propósito ou um “porquê”. Aqui o individuo tem sempre a consciência do que vai ganhar com isso e como será a forma ou a altura melhor para o fazer.
Como por exemplo: “Hoje quero deixar a preparação da reunião bem feita para amanhã estar mais confiante e alcançar todos os meus objectivos!”
“Quero superar os objectivos este trimestre e por isso vou fazer mais 3 visitas por dia sendo que 1 delas tem que ser um cliente A!”
Normalmente estas acções são o resultado de uma convicção forte por parte do individuo. Ninguém o mandou fazer daquela forma, apenas acredita que aquela é a melhor forma de conseguir alcançar algo.  





Devemos motivar os outros e a nós próprios a entrar em acção sempre que possível no nível 3, pois só assim vamos conseguir o melhor resultado no desempenho de cada tarefa.

Quando executa ou delega tarefas, tente perceber em qual dos níveis esta a comunicar ou a estimular. Por outro lado, quando delega, tente sempre explicar o “porquê”, ou seja, o motivo pelo qual isso é importante e o que todos vamos ganhar com isso, pois assim estou convicto que pode ajudar a que uma tarefa que inicialmente seria executada com o nível 1 ou 2, passe a ser executada com inspiração (nível 3).

Acredito que assim, está mais preparado(a) para encarar os novos desafios de comunicação com impactos mais positivos em si e nos outros.

Seja feliz, se faz favor! J

Forte abraço

Pedro Malaca

quinta-feira, 6 de março de 2014

Os 7 Hábitos das Pessoas Empaticamente Simpáticas


Criar empatia com os outros é importante?

Se é importante para si, vale a pena ler o que vem a seguir, caso ainda não seja importante para si, não perca mais o seu tempo com as próximas palavras que aqui lhe deixei...

Não quero com estes hábitos dizer que não existem mais, nem mesmo dizer que é sempre assim, ainda assim arrisco dizer-lhe que é quase sempre assim!





1-    Desenvolver Curiosidade Genuína pelos outros

Viver com a motivação interior de olhar para os outros com a curiosidade em descobrir algo de especial e único dentro de cada individuo. Ter o interesse genuíno de desenvolver o conhecimento de outro sem deixar que a sua experiência de vida possa condicionar o real conhecimento das realidades dos outros.

2-    Descobrir pontos comuns entre ambos os “mundos”

Quando encontramos nos outros algum fator comum com o nosso “mundo (a nossa vida e a forma como a vimos)”, parece que a resistência natural que inicialmente nos afasta dos desconhecidos fica mais reduzida, criando também na outra pessoa o mesmo tipo de percepção e aceitação. Encontrar nos outros fatores comuns ajuda a criar relações com ligações mais fortes. Essas ligações comuns aparecem muitas vezes em determinadas Crenças, Gostos, hábitos, pessoas, modos de vida, ideias, opiniões, interesses, entre outros.

3-    Desenvolver paixão por conhecer a vida de outros


Não chega ter a curiosidade inicial para estabelecer empatias duradouras, tem de haver uma paixão e interesse continuado pela realidade do outro. O interesse é normalmente uma vontade constante e não um acontecimento isolado. Tem de haver manifesta vontade de “calçar os sapatos do outro” para poder viver aquilo que ele está a viver ou viveu. Um bom exemplo prático deste ponto é o exemplo de um líder que passa um dia com o seu colaborador ou vai visitar um cliente desafiante para entender os desafios e realidades do seu colaborador, ou até quando provamos a sopa dos nossos filhos para sentir o excesso de sal que a sopa pode ter quando eles  reclamam isso mesmo.

4-    Capacidade de se Adaptar ao outro

Neste contexto quando se fala em adaptar é mais pertinente falarmos de espelhar comportamentos. Quando o nosso corpo se apresenta ao outro da mesma forma, ou seja, se o outro está sentado com a mão no queixo e as pernas cruzadas e nós estivermos também sentados com as mãos e pernas da mesma forma, é possível que os outros e nós próprios, sintam uma ligação empática superior a outras pessoas que não estão fisicamente espelhadas. O mesmo acontece quando falamos de respiração ou de tom e ritmo de voz.

5-    Praticar a “arte” de saber conversar

Conversar não é apenas falar! Ter gosto por ouvir histórias e integrar experiências de outros ajuda-nos a ter uma maior consciência do que os outros sentem e gostam. Ter a capacidade de partilhar com os outros as nossas histórias e experiencias integradas pelo nosso percurso, ou pelas experiências já partilhadas por outros connosco, de forma a motivar ou potenciar as ideias do nosso interlocutor, ajuda a que este nos veja como alguém que está ao seu lado e não á sua frente, aceitando mais facilmente a nossa pessoa no seu mundo.

6-    Partilha de “Valor” para o outro

Mostrar vontade e disponibilidade para ajudar o outro, significa identificar quais os pontos em que a outra pessoa pode e quer ser ajudada e depois sugerir e não forçar a ajuda. Tentar ajudar uma pessoa que não quer ser ajudada em determinada situação é estar a dar mais valor aquilo que nós queremos e menos aquilo que os outros desejam, daí o resultado poderá ser um afastamento empático em vez de proximidade empática. Disponibilizar tempo para ajudar é mais valioso na maioria dos casos, até porque muito poucas pessoas têm tempo para si, quanto mais para dar aos outros, isso fará toda a diferença.

7-    Potenciar uma Mente, Espírito e Ouvidos Abertos

Ter mente, espírito e ouvidos abertos é ter a capacidade de ouvir aquilo que nunca se ouviu, sentir o que nunca se sentiu e escutar como ainda não escutou e no final não julgar mas em vez disso perguntar mais e mais para querer conhecer aquilo que ainda não conseguiu conhecer. É perguntar o que o outro quer falar mas nunca ninguém pergunta, é ter a capacidade de querer saber tudo o que o outro sente ou sentiu, vê ou viu, pensa ou pensou ou até aquilo que duvida mas nem sabia antes de falar connosco. É ter a capacidade de dizer ao outro “ajuda-me a viver o que viveu?” “Também quero sentir isso, pode dizer-me como posso conseguir?”


Ao ter maior consciência destes hábitos poderá querer pôr alguns em prática, mas deixe-me avisá-lo que arrisca-se a receber “ligações fortes” de outras pessoas e até sorrisos sinceros, telefonemas inesperados ou até a abertura de clientes que antes não lhe concediam tempo para os ajudar, seja o que for que vai conseguir que ainda não conseguiu, não me venha acusar que fui eu o responsável pelas sensações boas que vai criar aos outros e acima de tudo a si próprio.

Seja mais empaticamente simpático, por si, pelos outros e pela sua felicidade!

Seja feliz, se faz favor! J

Pedro Malaca



domingo, 23 de fevereiro de 2014

BULLYING - Um Papel "Magoado"






Ao receber este texto através de um email que recebi, não pude deixar de partilhar, acreditando que posso também levar esta mensagem a muitos lares, pois acredito ser um excelente exercício não só para fazer nas escolas como em casa com os nossos filhos, amigos e até no trabalho...

BULLYING - IMPACTOS INTENCIONALMENTE NEGATIVOS

"Uma professora quis ensinar à sua turma os efeitos do bullying.
Pediu-lhes para seguirem as seguintes instruções:

Deu a todos os alunos uma folha de papel e disse-lhes para amachucarem, e para deitarem para o chão e para a pisarem.

Resumindo, podiam estragar a folha o mais possível mas não rasgá-la.
As crianças estavam entusiasmadas e fizeram o seu melhor para amachucarem a folha, tanto quanto possível.

A seguir a professora pediu-lhes para apanharem a folha e abri-la novamente com cuidado, para não rasgarem a mesma. Deviam de endireitar a folha com muito cuidado o mais possível. A senhora chamou-lhes atenção para observarem como a sua folha estava suja e cheia de marcas. Depois pediu para as crianças pedirem desculpa ao papel em voz alta, enquanto o endireitavam. Eles mostravam o seu arrependimento e passavam as mãos para alisarem o papel, mas a folha não voltava ao seu estado original.

Os vincos estavam bem marcados.

A professora pediu para que olhassem bem para os vincos e marcas no papel. E chamou-lhes atenção para o facto que estas marcas NUNCA mais iriam desaparecer, mesmo que tentassem repará-las.

“É isto que acontece com as crianças que são “gozadas” por outras crianças”,

"Podes dizer: Desculpa, podes tentar mostrar o teu arrependimento, mas as marcas, essas ficam para sempre."
afirmou a professora.



Os vincos e marcas no papel não desapareceram, assim como os impactos que deixamos nas pessoas… mas as caras das crianças deram para perceber que a mensagem da professora foi recebida.
O bullying estraga mais do que nós podemos imaginar!!!

Evitem, ajudem e denunciem…"




Sejam felizes, sff :-)

Pedro Malaca




quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O MEDO Mudou!



Como se sente em relação à sua situação profissional?

Sente-se Seguro(a) ou Inseguro(a)?

Quem não tem medo!

Infelizmente tenho assistido, partilhado e escutado vários, ou demasiados, casos de organizações que, de um momento para o outro, decidem dispensar recursos humanos que anteriormente eram pilares fundamentais nas suas estruturas.

Já ouvimos com maior regularidade este tipo de notícias, não quero com isto dizer que está a acontecer menos, no entanto é uma experiência que se não nos toca, pelo menos nos ativa mais para desenvolvermos dentro de cada um de nós o sentimento que também nos pode acontecer. Este é um sentimento que nos cria uma nova insegurança e naturalmente aumenta a nossa percepção do MEDO.

Entramos numa nova era. Agora, mais que nunca, temos que melhorar, nos adaptar e talvez em alguns casos descobrir novas formas de encarar esta realidade para gerir melhor as nossas emoções, principalmente preparar-nos para transformar este MEDO em CONFIANÇA. Só assim sairemos bem sucedidos neste caminho.

É isso que tenho feito com os elementos que tenho o privilégio de acompanhar em várias organizações com muito orgulho.

Parece-me fundamental desenvolver algumas novas competências, como:

RESISTÊNCIA – desenvolver a capacidade em aceitar a realidade, desenvolvendo a consciência de que mais vale encontrar forças para encarar os desafios, que reclamar e fazer críticas, escutar mais e falar menos. Ver mais oportunidades que ameaças.

ADAPTABILIDADE – Desenvolver a capacidade de encontrar soluções onde outros encontram problemas, conseguir ajudar os outros em vez de os tentar “fuzilar”. Não ver as situações como impossíveis, mas sim encontrar novos caminhos que ainda não foram encontrados e aí fazer a diferença.

INICIATIVA – Desenvolver a criatividade que está dentro de cada um de nós, por vezes “lá bem no fundo”, mas todos a temos e essa criatividade foi a responsável por a maioria dos momentos mais importantes para cada um de nós. Depois ter a capacidade e a coragem para dar ao mundo essa criatividade, pois todos nós estamos à espera que o faça.

OTIMISMO – Desenvolver a visão positiva na sua vida. Conseguir ver coisas boas num mau momento é uma capacidade que todos temos, apenas não a desenvolvemos as vezes necessárias para que a nossa vida e a dos que nos rodeiam seja um pouco, ou mesmo muito, mais sorridente. Esta capacidade dá-nos mais confiança a nós e surpreendentemente gera o dobro da confiança nos outros em relação a nós.

Invista um pouco na sua CONFIANÇA para que o seu MEDO tenha menos força.

Estou convicto que assim, está mais preparado(a) para encarar os novos medos “de peito aberto”.

Seja feliz, se faz favor! J

Forte abraço

Pedro Malaca

pedromalacabc@gmail.com