quinta-feira, 10 de maio de 2012



“Não me pagam para isso!”


Já ouviu esta afirmação?

Quantas vezes a ouviu?

Ontem ouvi, mais uma vez esta afirmação e mais uma vez senti que alguém está a viver num mundo diferente do meu. Vou contar-lhe o contexto.

Fui convidado para falar para uma audiência de cerca de 170 pessoas. Estavam sentados no auditório da Fundação Champalimaud, os quadros superiores de uma das 5 maiores farmacêuticas a nível mundial. O espaço físico era fantástico pois foi a primeira vez que me deram a oportunidade de ser feliz também neste espaço tão inspirador. A responsabilidade era, como habitualmente, enorme, pois quem me conhece sabe que faço questão de deixar sempre muito valor em todos os participantes de qualquer ação para a qual tenho a sorte de ser convidado.
O meu novo desafio era ter uma audiência constituída por 100% de elementos de nacionalidade Alemã, pois é uma língua que não domino a 99%. Na preparação do evento foi-me dito que eu falaria na minha língua, o Português e que teria uma tradutora que “descodificaria” a minha mensagem para Alemão.

A minha tradutora era a Carla (nome fictício), e pensei em reunir-me com a Carla para treinarmos o discurso com o objectivo de termos um excelente desempenho, o que é habitual e muito expectado numa audiência como a Alemã. A Carla é uma pessoa muito extrovertida, dinâmica e comunicativa o que são factores que temos em comum. O que também é excelente para quem quer passar uma mensagem comum.

Quando começámos a treinar apareceram alguns desafios. Afinal a apresentação teria que ser feita em Inglês e depois traduzida para Alemão. A Carla estava à espera que o meu discurso estivesse escrito a 100% para que ela o pudesse traduzir para um documento e que posteriormente este fosse um suporte de leitura. Eu tentei transmitir à Carla que a minha comunicação estava estruturada e que cerca de 80% da mesma estava escrita, embora ela tivesse que adaptar cerca de 20%. Comecei a ver a Carla a mexer-se muito na cadeira e a ficar com suores frios, a seu ritmo de voz mudou e passou a fazer mais afirmações que questões.
Estes comportamentos são típicos de quem se está a sentir com baixa confiança e desconfortável em relação a alguma coisa que vai acontecer e que ela a viu a correr mal, em alguns dos seus pensamentos.

Pensei, “A Carla começou com o processo de activação descontrolada dos seus medos e vamos ter que tratar deste assunto, pois caso não o faça é bem provável que a minha audiência e o meu cliente não fiquem com muito boa impressão do memento!”
Foi então que lhe disse: ”Carla, eu estou a compreender o que está a sentir. Vamos seguramente encontrar uma forma para fazermos um excelente trabalho.”
Foi aí, quando a Carla percebeu que eu não ia desistir, que disse: “Pedro, desculpe mas não me pagam para isso!”
Esta é uma frase que normalmente vem de quem está comprometido em não crescer e aceitar novos desafios, pois estes estados são frequentes quando fugimos para a nossa zona de conforto em vez de aproveitarmos para crescer ultrapassando mais um desafio.
Também confesso que pensei “Então a Carla é tradutora de Alemão ou Leitora de Alemão?” mas não verbalizei.



Expliquei à Carla que nos tempos que correm podemos escolher pensar que não nos pagam para fazer coisas que ainda não fizemos muitas vezes, temos apenas que encarar com confiança as suas consequências.
Dei-lhe a minha perspectiva, disse-lhe que antes até podíamos pensar assim, mas agora temos que aprender a pensar que, se nos contactam para trabalhar é bom, se nos contratam é muito bom e se nos pagam é excelente.
Também lhe expliquei que só nos contactam quando em tudo o que fazemos, fazemos bem, mesmo aquilo que nunca fizemos. O que  vai ser bom para os nossos clientes será seguramente para nós imediatamente ou não. Uma coisa é certa, se não o fizermos bem, não ajudamos ninguém a nos contactar para um futuro trabalho.

Perguntei-lhe de seguida se ela estava contente com o número de trabalhos para os quais é contactada, o que me confessou que atualmente são metade daqueles que tinha. Pergunte-lhe se queria mudar esse factor, o que ela me respondeu: “Ajuda-me?” eu respondi “não há ninguém neste mundo que eu queira ajudar mais neste momento. Embora seja uma decisão que só pode ser sua. Quer sair daqui orgulhosa ou com um sentimento de frustração?” Ela respondeu: “Vamos a isso!”

A Apresentação correu muito bem, pois fomos uma excelente equipa. Os Alemães, entenderam, sorriram e aplaudiram.

A Carla no final deu-me um abraço bem forte e disse : “Correu tão bem. Obrigado. Somos uma equipa Fantástica. Quero fazer isto muitas vezes com o Pedro”

Agora a Carla sabe que fazer bem o que ela faz é bom, mas fazer o que ainda não se fez é maravilhoso, mesmo que não nos paguem por isso. Até porque só lhe vão pagar mais quando ela tiver a capacidade de entregar mais.

Não podemos ser nós a condicionar o nosso crescimento, condicionando estes maravilhosos momentos de realização pessoal .

Faça uma coisa desafiante todos os dias e arrisque-se a sentir-se mais realizado, independentemente se alguém lhe paga para isso. Mas se lhe pagarem ainda melhor.

Eu também agradeço ao meu cliente por me ter pago para me sentir tão feliz no final do meu dia. Adorei a experiência de estar naquele inspirador auditório, de ter falado para uma audiência nova com pessoas tão competentes e exigentes e finalmente por ter encontrado a Carla, pois tive a oportunidade de lhe mostrar uma forma diferente de ver a mesma coisa e de ter permitido que ela tenha vivido um momento que espero seja repetido muitas vezes na sua vida.

Seja feliz, se faz favor! J

Forte abraço

Pedro Malaca

quinta-feira, 3 de maio de 2012





Os 3 níveis de Consciência do Sucesso

  1º- Tentativas
  2º- Erros
  3º- Aprendizagens


1º Tentativas:
 Este é sempre o primeiro passo para ter alguma coisa. Só depois de tentar algo é que conseguimos algo. Obviamente que falo de algo como um facto novo, pois parto do princípio que se queremos alcançar o sucesso é porque ainda não fomos bem sucedidos, ou seja, procuramos uma nova conquista para alguma coisa. Essa “coisa” pode ser conquistar um novo cliente, um novo contrato com o mesmo cliente, um novo emprego, uma nova forma de agir ou outra qualquer meta que nos propomos conseguir. Não basta querer ter, tem que se tentar ter. Conheço muitas pessoas que querem muitas “coisas” e que falam disso a toda a hora, o maior problema coloca-se quando as questiono…
“O que já fizeste para o alcançar?”
“Quantas vezes tentaste?”
“O que acreditas que devias fazer, que ainda não fizeste?”

Como alguém me disse um dia “A maior prova de insanidade mental é querer uma coisa diferente, Fazendo e Sendo o mesmo que sempre fomos e esperarmos resultados diferentes”

2º Erros:
O erro é a melhor forma de conseguir perceber que assim não se faz. Não quer dizer que o caminho terminou, apenas quer dizer que naquele contexto, com aquela estratégia não resulta. Também não quer dizer que não vá resultar em outra situação com um contexto diferente, embora a probabilidade seja mais reduzida, por motivos óbvios. Costumo dizer que errar é das melhores coisas que podem acontecer a um ser, desde que seja com uma condição, temos que ter a consciência que errámos, pois de outra forma vamos continuar a errar inconscientemente. Só errando podemos querer tentar fazer de outra forma para conseguirmos ser bem sucedidos.

Se já tentou muitas vezes e errou muitas vezes, pode sentir-se naturalmente frustrado e até com a sensação de que não vale a pena tentar mais, lembre-se sempre que existe uma estratégia que o vai levar sempre ao seu objectivo. Essa estratégia chama-se: “tente mais uma vez!”

3º Aprendizagens:
Este é o nível de consciência mais importante e onde todos temos que nos focar.
Conheço muitas pessoas que se focam apenas no 2º (erros), encontrando inúmeras desculpas para não terem a consciência que o 1º (tentativas) deve acontecer e esquecem-se que o 3º (aprendizagens), que é o mais poderoso e motivador, nunca pode acontecer sem os outros e apenas por isso não acontece o sucesso.
São as aprendizagens que nos permitem sentirmo-nos mais confiantes para ultrapassar as sensações de frustração naturais de quem comete um erro. São as aprendizagens que nos dão força para tentar mais uma vez.

São estes níveis de consciência, juntamente com outro factor fundamental que é a vontade de ter sucesso, que nos permitem alcançar qualquer desafio.


Recordando uma citação que o meu amigo Luis Catela uma vez me disse: “Só existe uma realidade onde o Sucesso vem antes do Trabalho. Essa realidade só existe no dicionário.”


Sejam felizes, se faz favor ☺

Forte abraço


Pedro Malaca
pedromalaca@bidevelopment.com

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aquilo a que chamam "crise no sector imobiliário"...




Ouvi dizer que “Isto está Mau”!

Quero “Comprar Casa”, Ajudem-me, por favor...


Recentemente decidi mudar de casa. Estou divorciado à cerca de 3 anos e moro em Cascais. Os meus filhos, que são os seres que mais adoro neste mundo, estão a morar com a mãe na zona de Algés. Como quero estar cada vez mais tempo com eles resolvi procurar casa na zona onde moram. Sei o que quero e quais as características da casa que procuro o que acredito ser uma coisa natural e normal para quem procura um novo lar.

Comecei a procurar casa à cerca de 3 meses e estou surpreendido porque não tem sido um processo muito fácil.

Ouvi algumas pessoas a comentar que o mercado Imobiliário está muito mau e que não se fazem negócios, o que me parece ter sentido se analisar a situação económica do país. Bancos que têm cada vez menos dinheiro para emprestar, pessoas com mais dificuldades financeiras para cumprir com os seus compromissos, cada vez mais se vêem lojas e casas para venda e arrendamento.

Mas não me parece que esteja assim tão mau.
Os players que estão no mercado não refletem uma atitude congruente com o que se vive atualmente no mercado.


Quando penso em mudar de casa, acredito, como tudo o que quero na vida, ter que trabalhar para ter o que procuro. O que espero também, talvez tenha uma expectativa errada, é que os profissionais do sector imobiliário sejam parceiros neste caminho, ou seja, que me ajudem a encontrar aquilo que sei que quero.
Afinal de contas é esse o papel dos Mediadores Imobiliários, ajudar a comprar e a vender quem a eles procura apoio e know how do mercado e das melhores soluções para cada cliente. Será que estou correto nesta minha análise?

O que tenho encontrado, neste supostos parceiros, é um conjunto de atitudes que me deixam com mais impressões más que boas.

Uma das estratégias que utilizo para encontrar a minha casa é a tática de visão de Águia invertida, ou seja, quando vou no carro olho para cima em vez de olhar para baixo na expectativa de encontrar a minha presa ideal, neste caso a casa ideal, quando encontro uma que está na zona correta com a localização desejada com uma placa, fico em modo de caça, abrando, foco-me no alvo, certifico-me que pode ter a tipologia que pretendo e de seguida, caso esteja qualificado, paro e imediatamente ligo para o número que aparece na placa. Chamo a este momento “Pronto para caçar”. Aqui começam uma série de desafios.

1º- Em cada 10 telefonemas que faço, apenas me atendem 3 pessoas.
2º- Das 7 que não atendem o telefone, apenas 1 a 2 devolvem a chamada não atendida.
3º- Nas 3 chamadas atendidas, 2, são pessoas que não sabem qual o apartamento que estou a pedir informação e que vão passar a informação a alguém que me liga imediatamente. A experiencia que tenho é que apenas metade das pessoas me liga no próprio dia a dar a informação correta sobre o imóvel que solicitei informação.
4º- Após a primeira conversa telefónica solicito o envio de algumas fotos e plantas via email para garantir que não perco o meu tempo a ver imóveis que não me agradam. Aqui também me parece que, ou não digo o email corretamente ou os servidores de email andam também em crise ou até pode ser o caso que fale com pessoas que são despedidas nesse mesmo dia após o meu telefonema, pois metade dos emails não os recebo.
5º- Dos contactos que têm seguimento consigo ter uma taxa de quase 100% de visitas que consigo realizar, o que após os desafios anteriores me deixa completamente surpreendido positivamente e até entusiasmado, com a sensação que encontrei o parceiro ideal.
6º- Após a Visita acontecem coisas surpreendentes:
Das casas que não me encantam, procuro passar ao consultor imobiliário aquilo que procuro realmente com a expectativa, mais uma vez, que ele me procure através das suas metodologias e contactos, o meu imóvel. Mas até à data só dois me voltaram a ligar com outras opções, normalmente boas soluções.
Outros tentam vender-me o imóvel que acabei de lhes confessar que não me agradou com justificações e vantagens que só são válidas para eles. Parece até que ficam zangados por não concordar com essas vantagens.
Já aconteceu eu fazer propostas verbais, sem ver arrecadações e garagens por não haver chaves. Após essa proposta agendamos um telefonema para perceber se o negócio tem pernas para avançar, ou quando se pode agendar outra visita para ver os restantes espaços que pertencem ao imóvel. O que acontece sempre é que o telefonema nunca chega na hora acordada, ou simplesmente não chega, tenho que ser eu a ligar.

Como dá para perceber, ainda não consegui a minha casa e parece que vou ter que trabalhar mais para ter uma casa que para ser Coach e Consultor também para equipas comerciais.
Será?

O que me surpreende ainda mais é que a grande maioria das pessoas continuam a acreditar que investir na sua formação e desenvolvimento pessoal, não vale a pena.
Mas parece valer a pena continuar a dizer que estamos em crise. Eu até percebo que é mais fácil assumir ser mau que trabalhar para fazer a diferença. Uma coisa é certa, quem marca essa diferença não fala da crise, pois não tem motivos para isso, garantidamente.

Os Consultores credíveis que tenho encontrado e que seguramente vão ganhar dinheiro comigo, são aqueles que semanalmente me continuam a contactar para me sugerir novas oportunidades ou a fazer um “followup on time”. Estão concentrados naquilo que procuro e não apenas naquilo que têm. Tiveram a atitude de me perguntar qual a urgência do negócio e não se esquecem. Não estão vestidos de fato e gravata, vestem apenas uma atitude focada nos seus potenciais clientes. Não necessitam trabalhar numa grande rede, trabalham a rede de contactos que têm e estão focados. Não esperam fechar o negócio no primeiro contacto, esperam encontrar o negócio que nos vai dar mais-valias a ambos. São aqueles que depois de se interessarem pelo que eu faço me perguntam se os posso ajudar a serem melhores. São aqueles que depois de lhes sugerir algumas práticas me ligam a festejar os seus resultados. São aqueles que procuram o bom e o mau feedback porque sabem que só assim podem melhorar o seu “amanhã”.

A única coisa que quero deixar com estas palavras é que preciso de ajuda a alcançar os meus objectivos. Mesmo que queira muito ajudar os outros, neste caso, como em muitos outros, se não me ajudarem a alcançar os meus objectivos é quase impossível ajudar os outros a alcançarem os seus.

Deixo apenas cinco simples sugestões a quem está no sector imobiliário:

1– Foquem-se nos clientes a 100%
2- Estabeleçam compromissos com os clientes
3- Cumpram com o que prometem
4- Se não sabem fazer, peçam ajuda a quem pode ajudar
5- Decidam querer fazer bem o que estão a fazer

Será que isso é difícil de entender?

Será que o sector imobiliário está em crise ou está com Oportunidades?

Queremos facturar ou apenas queremos que nos ponham o dinheiro na conta?


Apetece-me deixar uma citação que me parece fazer sentido:

“Só Teremos o que nunca Tivemos quando Fizermos o que nunca Fizemos, e quando Acreditarmos como ainda não Acreditámos“
Pedro Malaca

Sejam felizes e bem sucedidos, se faz favor ☺

Forte Abraço

Pedro Malaca
pedromalaca@bidevelopment.com

segunda-feira, 2 de abril de 2012



Desistir ou Persistir ?

Conheço inúmeros exemplos de pessoas que Desistem. Umas desistem quando fazem uma dieta, outras desistem de falar com uma pessoa sobre um assunto que as incomoda, outras desistem de fazer aquilo que acreditam que é importante para alcançar uma meta profissional, como expor uma ideia, ou fazer algo de uma forma diferente, ou mudar de emprego ou mesmo de modo de vida.

Eu próprio já vivi “esse filme” vezes sem conta. Também já deixei que o “Desistir” fosse mais forte que o “Persistir”. Também já senti o que todos sentem quando se desiste de algo. Uma sensação de frustração, incapacidade, falta de energia para lidar com os próximos desafios.

Uma coisa é certa, nunca me senti bem com a sensação de Desistência, pelo contrário, passei a viver, como todos, uma sensação de falta de confiança.

No entanto, percebi a dada altura da minha vida que o Desistir ou o Persistir é apenas uma escolha interna, que vem de dentro de cada um de nós. Afinal de contas quem toma a decisão de avançar ou recuar? Quem vai viver com o sentimento de Frustração ou de Sucesso?

“Só há um sitio onde o sucesso vem antes do trabalho. Esse sitio é no dicionário!”

Esta citação é uma das muitas que me fazem lembrar a escolha que tenho que fazer quando acho que já não vale a pena lutar mais, pois ela ajuda-me a perceber que realmente o cansaço e a falta de momentos de reflexão para encontrar um novo caminho na direção daquilo que quero alcançar, são duas das muitas desculpas onde nos refugiamos para encontrar uma via de fugir à nossa responsabilidade em alcançar algo em que acreditamos e queremos para nós próprios.

Desistir, foi, é e será sempre a via mais fácil para aqueles que não estão comprometidos com aquilo que querem ter nas suas mãos.

Persistir dá mais “trabalho” e nem todos querem trabalhar! Quem está disposto a fazer tudo para alcançar algo, normalmente corre o risco de o alcançar mesmo.

As pessoas que alcançam o sucesso mais vezes são pessoas que em vez de verem problemas, vêem desafios. Conseguem ver uma barreira para saltarem em vez de muros intransponíveis. São aquelas que ao serem confrontadas com uma dificuldade perguntam a si próprias “como vou ultrapassar isto?” em vez de “Pronto, já fui!”. São aquelas que quando não sabem como fazer, perguntam “quem me pode ajudar?” ou “quem eu conheço que já passou por isto? Em vez de pensar “Agora não vou conseguir! “ou “não sei fazer isto!”

Uma das grandes aprendizagens que tive na vida foi decidir ver sempre desafios em qualquer situação. Isso não quer dizer que consiga resolver todas as dificuldades, mas sim ultrapassar mais barreiras. Isso também não quer dizer que basta ultrapassar uma barreira, temos sim que as ultrapassar todas, partindo sempre do principio que as maiores ainda não apareceram.

Assumir a vida como um desafio constante, é o primeiro passo para o crescimento pessoal. Para nos sentirmos realizados por alcançar mais uma pequena ou grande conquista todos os dias. Não existe nenhum ser humano que não se sinta bem quando acaba de fazer uma tarefa nova ou de forma diferente na sua vida.

Esta decisão contribui hoje em dia para me sentir cada vez mais forte, com uma motivação poderosa que me ajuda a ter energia para encarar novos desafios. Essa energia tem-me ajudado a ser mais eu próprio e conseguir estar a 100% quando faço qualquer coisa. Hoje consigo realizar muito mais conquistas do que “ontem” e isso faz de mim também uma pessoa mais bem preparada para um mundo que muda a cada segundo.

Se o mundo muda em cada segundo e nós não estamos preparados para mudar também, o mundo vai-nos parecer injusto.

Os Desistentes normalmente dizem:

“Isso é impossível!”
“Ninguém consegue fazer isso!”
“A culpa não é minha!”
“hoje não consigo!”

Em relação aos mesmos temas, os Persistentes dizem:

“Como posso fazer isso?”
“Quem já fez? Como fez?”
“Eu sinto que não tenho capacidade. Pode ajudar-me?”
“Consigo amanhã pelas x horas”

Quer Sentir-se desafiado pela vida ou prefere lamentar-se por aquilo que não consegue?

Não estou a dizer que deve encarar a vida de uma forma ou de outra, o que apenas quero dizer a todos os que lerem estas palavras é que a vida é de cada um e as escolhas também. O que me parece importante dizer é que temos que viver bem com as escolhas que fazemos.

Se mudar a forma como vê, mudará a forma como actua!

Quer vêr Problemas ou Desafios?

O que vai escolher, Desistir ou Persistir?

Seja feliz, se faz favor! ☺

Forte abraço

Pedro Malaca
pedromalaca@bidevelopment.com

quinta-feira, 3 de março de 2011

Não Gosto de "Vender"!




...gosto mais de Ajudar!!!!

O que é Vender?

Vender é um processo. Há quem diga que para este processo acontecer deve haver um Cliente e um Vendedor!
Na minha opinião isto é parte da verdade que está por detrás deste preconceito. Passo a partilhar o que é apenas a minha opinião do que é a outra parte de uma verdade que é muito mais poderosa e rentável que a primeira parte.

O que é um Cliente?
O que é um Vendedor?

Nos workshops que realizamos com bastante frequência sobre este tema a que chamamos Vendas, fazemos muitas perguntas para identificar o que os participantes entendem sobre a palavra CLIENTE e VENDEDOR. As respostas são variadíssimas, como não poderia deixar de ser. Identificam características dos clientes como: chatos; exigentes; difíceis; calados; sem tempo; entre outras. Dos Vendedores dizem que são: faladores; chatos; persistentes; determinados; “colas”; enganadores; só pensam em dinheiro; entre outras.
Este factor acontece porque existem muitos papéis mal desempenhados e mal vividos pelos intervenientes, criando preconceitos que prejudicam as percepções de ambas as partes e naturalmente as suas atitudes, condicionando muitas vezes os resultados satisfatórios e desejados de ambas as partes.

Na minha opinião um cliente é uma pessoa ou entidade com necessidades insatisfeitas e um vendedor deverá ser o “Solucionador” dessas mesmas necessidades. È simples e fácil de fazer.

Por isso o significado de Vendedor é “Solucionador”, porque o seu papel é entregar Soluções. O Cliente por sua vez é o “Necessitado”, porque o seu papel é ter necessidades identificadas ou não.

Quando um cliente está comprador é porque tem uma necessidade e só ficará satisfeito quando alguém conseguir solucionar a sua necessidade a 100%. Eu não quero com isto dizer que um cliente só compra uma solução quando esta o satisfaz a 100%. Ele compra aquela que ele acredita que o vai satisfazer em maior percentagem que outras.

Um Vendedor (Solucionador) só vende quando tem a capacidade de entender a necessidade de um cliente e ainda propor ao “Necessitado” a melhor solução para a sua necessidade já identificada, partilhando os impactos positivos que essa solução vai ter na “vida” do “Necessitado”.

È por isso fundamental para ambas as partes dominarem as ferramentas de comunicação, para que ambos possam chegar a uma ideia clara dessa Solução/Necessidade, pois só assim teremos “Solucionadores” e “Necessitados” completamente satisfeitos e preparados para continuar a ajudar-se mutuamente.

Este processo a que chamamos Vender, não é nada mais nada menos que duas entidades que se ajudam mutuamente com o objectivo comum de se realizarem.

Ou seja, “Vender é ajudar profissionalmente alguém a comprar aquilo que necessita”

Dê o melhor de si onde estiver com quem estiver e os resultados vão surgir.

O que está a fazer para ajudar os seus clientes?

Façam o favor de ser felizes com o vosso sucesso :-)

Pedro Malaca
“Solucionador”

BI&D – Business Innovation & Development
www.bidevelopment.com

ATENÇÃO: Ao aplicar algum dos conceitos BI&D, Arrisca-se a ser mais bem sucedido, por isso, não nos responsabilizamos por qualquer aumento inesperado de resultados com a aplicação destas “Dicas” no seu dia-a-dia. Qualquer rentabilidade extra que lhe ocorra, fica desde já informado que não aceitamos quaisquer comissões, apenas sorrisos! :-)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sonhar Acordado!





Já ouviu alguém dizer que o sonho comanda a vida? È verdade que António Gedeão nos deixou esta frase inspiradora que tanto e a tantos inspira.

Se é verdade que os nossos sonhos são responsáveis pelas nossas manhãs mais animadas, ao recordarmos alguns filmes criados na nossa mente durante uma profunda e inspirada noite de sono, também é verdade que muitas vezes, mesmo depois de acordar, continuamos a viver e a criar durante algumas horas, dias, semanas, meses ou mesmo anos, os sonhos ou desejos que nos fazem bem e nos motivam.
Todos temos a capacidade de criar e desenvolver filmes na nossa mente. Uns realizam longas-metragens, enquanto que outros realizam curtas-metragens.

Atenção que nenhum dos anteriores modelos depende do orçamento de estado, pois estes sonhos que tanto nos motivam e nos fazem parar, reflectir para aprimorar e esculpir aquilo que para nós será o sonho perfeito, tem a particularidade de não ter custos absolutamente nenhuns.

Já tinha pensado nisso?
Sonhar faz bem ao seu estado de espírito e nunca ao seu bolso. Portanto mesmo que a crise esteja em todo o lado, podemos sempre sonhar e sentirmo-nos bem com as nossas criações e desejos. Não necessitamos de ninguém para o fazer, dependendo única e exclusivamente de nós próprios, sonhamos as vezes que nos apetecer, quando nos der vontade o tempo que quisermos e ninguém tem nada a ver com isso. Sabem apenas que estamos a ter um enorme prazer com isso, dependendo do tipo de sonho e da nossa linguagem não verbal.

Sonhe, inspire-se e viva cada criação sua. Afinal de contas, nós sentimo-nos melhor a pensar nos nossos sonhos do que nos outros que não são nossos.

Quanto tempo passa a pensar nos seus sonhos?
Quanto tempo passa a pensar nos sonhos de outros?


Em qual das questões anteriores acredita que será mais feliz e sentir-se-á mais realizado?
Em qual delas investe mais tempo durante o seu dia?


Não estou com isto a dizer que não ajude os outros a realizar os sonhos deles, pelo contrário, pois acredito que se ajudarmos os outros a alcançar os seus sonhos eles também se vão sentir com vontade de nos ajudar a nós a alcançar os nossos.
Por outro lado se está a ajudar alguém a alcançar um sonho é porque esse alguém decidiu tornar esse sonho realidade. De tal forma que você já está a ajudar essa pessoa no seu caminho, sem se dar conta, por vezes.

Quando vai tornar os seus sonhos em realidade?

Para muitos, a única diferença entre sonhar e tornar realidade um sonho é apenas a decisão!
Sabia que existem processos que ajudam as pessoas a tornar um sonho em realidade?
Vou-lhe deixar algumas dicas de como algumas pessoas transformaram sonhos em realidade.

Passo nº 0 - Decida alcançar um Sonho.
1º - Escreva e registe aquilo que quer alcançar.
2º - Partilhe com as pessoas que mais admira e respeita.
3º - Escreva o que tinha que acontecer para que esse sonho se torne uma realidade (mesmo que ache que é inalcançável).
4º - Monte um plano que inclua os pontos anteriores. O que devia acontecer desde o 1ºpasso ao último passo.
5º - Identifique quais os pontos mais importantes, nesse plano, que são críticos e dê-lhes maior importância.
6º - Defina a data que seria para si desejável e aceitável ter esse processo concluído
7º - Defina a data que vai começar a pôr o plano em prática
8º - Identifique quem o pode ajudar nesse caminho
9º - Faça uma lista das ferramentas que vai necessitar
10º - Faça um orçamento financeiro
11º - Se não tem, arranje um financiamento
12º - Quem pode sofrer com isso e o que vai fazer para minimizar esses impactos
13º - Ponha o plano em Acção – se não fizer nada, nada vai acontecer
14º - Persistência – Nunca desista daquilo que é importante para si
15º - Determinação – É possível que muitos não sonhadores achem que está louco porque não vivem esse sonho nem acreditam tanto nele
16º - Disciplina – Realizar sonhos dá trabalho mas depois sabe bem. Tem que fazer coisas que muitas vezes pode não gostar tanto ou está cansado, mas tudo na vida tem um custo.
16,5 - Depois de aplicar estes passos diga-me se foi tão difícil como pensava inicialmente.

Mesmo que não decida alcançar os seus sonhos, não desista nunca de os viver intensamente no seu mundo. Não o faça por ninguém, faça-o apenas por si!

PM

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Fui Jantar e Vim, mais ou MENOS, Satisfeito…




Uma noite destas, depois de um dia preenchido, entre sessões de Coaching, reuniões e algum desenvolvimento pessoal e sem nada no frigorífico para comer, decidi ir jantar a um sítio que tivesse um serviço rápido, acessível e de escolha fácil.

Confesso que gosto muito de comida Italiana e como ia a caminho de casa lembrei-me de um restaurante Italiano novo que abriu recentemente perto de minha casa. Como nunca gostei de ter uma refeição a sós e como já tinha saudades de saber da vida de um amigo, liguei-lhe e aceitou o desafio de imediato, o que me deixou ainda mais motivado para conhecer esse novo espaço.

Quando chegamos ao restaurante fomos recebidos à porta por uma pessoa simpática, embora sem um sorriso que acredito me tivesse deixado mais feliz e a essa pessoa também. Foi-nos proposta uma mesa à janela o que me agradou. Ao caminharmos para o nosso novo mundo durante cerca de uma hora e meia, passamos por cerca de quinze empregados. Uns olharam para nós com a mesma indiferença que se olha para um sinal de trânsito, se está vermelho temos que parar e se está verde seguimos o nosso caminho, outros disseram boa noite sem sequer olhar para a nossa linda figura. Até agora parecia tudo normal num serviço voltado para o cliente na maioria dos restaurantes no nosso país, mas eu não estou a dizer que é assim que se deve fazer, ok?

Até que me apercebi que no meio daquela azafama de pessoas a passar de um lado para o outro com pizas e bebidas na mão e com os movimentos de facturação na outra, vejo uma empregada parada no meio da sala com um sorriso tímido e sincero e com os “focos” apontados para as duas lindas figuras que tinham acabado de chegar e pensei “queres ver que aqui pode estar alguém preocupado em nos dar atenção?” e assim foi, ao chegarmos perto da Carla, vamos chamar-lhe assim, tivemos o primeiro impacto realmente positivo e surpreendente. Fomos, como que, entregues nas “mãos” da Carla e disse-nos “ Boa noite…” já com um incontrolável sorriso bonito e contagiante ”posso acompanha-los à vossa mesa?” o que ela estava à espera que fizéssemos?! Claro que acedemos respondendo também com um sorriso. Fomos “instalados” na nossa fantástica mesa perto da janela, como eu gosto e o meu amigo também.

A Carla fez questão de estar atenta à nossa mesa a durante aquela hora e meia e sempre que eu pensava que necessitava de pedir alguma coisa, lá estava a Carla atenta e prontamente se aproximava de nós para nos ajudar naquilo que fosse necessário.

Confesso que tive que lhe dar os parabéns pela forma como nos apoiou no encontro das nossas necessidades e perguntei-lhe de seguida o que a leva a actuar assim ao contrario dos seus colegas, ao que me respondeu com uma frase que faço questão de reproduzir da forma que me recordo “ Eu estou aqui com o papel de ajudar os nossos clientes a terem uma refeição agradável, por outro lado estou a fazer uma coisa que gosto e acredito que se o fizer bem disposta e natural ganho mais que se o fizer de qualquer outra forma, mas é bom saber que as pessoas valorizam o papel que desempenhamos naturalmente!” Wau! Que resposta tão gratificante!
Não é que eu não tivesse percebido que a Carla não era natural no que estava a fazer, o que eu não esperava era que uma jovem de cerca de 20 anos me desse uma resposta tão confiante e tão clara do motivo pelo qual eu estava a gostar de ser atendido por aquela pessoa.
Ao pedir a minha pizza favorita que tem um chouriço picante delicioso, costumo pedir como extra, nesta cadeia de restaurantes, um pouco de rucula que para mim faz com que o momento de degustação aumente a sua intensidade quase para o dobro, foi-me dito pela simpática Carla que infelizmente as regras do restaurante tinham sido alteradas e que já não era possível colocar extras nas pizzas e assim aceder ao meu pedido.
Imagine como eu me senti naquele momento! Pensei “então eu fui acostumado neste restaurante a ter um momento de degustação feliz e agora querem cortar esse meu momento para metade? Hummm!” então questionei se tinham a certeza que aquela era uma regra nova só para aquele novo restaurante ou seria nova para todos, visto que tinha estado nesse outro restaurante, da mesma cadeia, a almoçar à pouco tempo e que nada me tinha sido impedido de degustar da forma como habitualmente degusto e que não entendia como poderiam aplicar uma regra, para mim sem sentido, que poderia por um lado criar insatisfação nos clientes que estão habituados a pedir um extra, por outro lado pode contribuir para baixar a venda média, visto que o extra é sempre pago à parte.

A Carla tentou dar o seu melhor, mas como eu sou apaixonado por negócios e um aficionado na atenção ao cliente, sei que a maioria das pessoas pode não ficar satisfeita com um serviço mas não o diz claramente e eu queria contribuir para que a minha insatisfação fosse ouvida para minimizar o impacto com outros cliente como eu, pedi-lhe para falar com o Gerente do espaço que me voltou a confirmar a implementação da regra, confessando que realmente para o meu pedido talvez não fizesse sentido, mas que a regra seria para cumprir e que lamentava a minha insatisfação. Eu agradeci o esclarecimento e deixei a minha opinião.

Lá tive que ter um momento de felicidade com meia intensidade, mas com uma excelente companhia de um grande amigo e com uma empregada muito atenta às minhas necessidades como cliente.

Embora o espaço esteja muito bem conseguido e as pessoas que lá estão para nos receber o façam com algum profissionalismo, é pena que esta organização esteja mais atenta ás suas necessidades do que aquelas que os clientes vão tendo.

Quero apenas relembrar que se hoje tenho a expectativa de comer uma pizza com um extra de rucula é devido a uma proposta feita por outro profissional na mesma cadeia que, um dia, atento aos meus desejos me recomendou um extra de rucula para aquela pizza, ou seja, o mesmo restaurante que me cria uma expectativa e naturalmente uma satisfação, um tempo depois, diz-me que já não me entrega aquilo que me desafiou para entregar e deixa-me insatisfeito.

Se tem um negócio aqui ficam umas dicas:

Nunca ofereça aquilo que não pode cumprir sempre!

Aposte sempre num bom atendimento, pois este pode ser decisivo na não perda de clientes quando tomar decisões que não são as melhores para si e para os clientes.

Avalie sempre o impacto negativo que as decisões estratégicas podem ter na satisfação e permanência dos clientes nos seus negócios. Afinal de contas os negócios só são bons se os clientes voltarem para comprar mais.

Sabia que cerca de 48% dos clientes deixa de voltar a comprar onde costuma apenas porque não lhe deram a atenção que esperava?


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PM